indique este site a um amigo


O COLÉGIO representa  para todos nós MUITO DE UMA PARTE DAS NOSSAS VIDAS.Por todas as razões que a história de cada um poderá contar aos amigos, filhos e netos ( para não falar de pais, tios e avós...).


O COLÉGIO representou  para alguns a unica possibilidade que tiveram de estudar.E esse  foi um grande " Momento" das nossas vidas como elas hoje são


Para todos marcou a infancia e juventude desde os primeiros "estudos mais a sério" aos namoros meio a brincar  meio a sério (alguns até acabaram por casar!),.

Em resumo marcou muito do melhor das idades da inocencia e , mais tarde da vida pessoal adulta.


Não só em Alter mas para toda a região ao redor de Alter, o colégio - o nosso colégio - teve uma importância que, temos a certeza, ultrapassa em muito o que por vezes imaginamos.

É ainda uma  referência humana e social na região, transmite um sentido gregário importante na memória colectiva.É algo "nosso"  e é mesmo a unica ligação na memória colectiva de Alter com profundidade na mudança social da segunda metade do Século XX.O único elo  de união entre gente de diferentes idades e de diferentes " terras".


No colégio de Alter estudou "a gente da terra e de toda a região ": Chança, Seda, Cunheira, Benavila e Valongo, Cabeço de vide e Vaiamonte, Crato e Flor da Rosa, Aldeia da Mata, Monte da Pedra, Tolosa, Gáfete,  Alpalhão, Vale do Peso,Vale de Açor e, vejam lá- até de PEDROSO!!!!.


Neste quadro, um grupo de amigos e antigos alunos  decidiu promover, a 4 de Outubro de 2008, um grande encontro de antigos alunos de todas as gerações para assinalar  os 50 Anos do colégio e fundamentalmente possibilitar o reencontro de todos os que assim o desejem.


No evento participam os antigos alunos, antigos professores, funcionários, fundadores.




O Memorial do Convento foi e é um dos mais populares romances de José Saramago escritor portugues que já foi Prémio Nobel.


O Livro foi publicado em 1982  e relata uma história passada durante o reinado de D. João V, rei  que gozou da enorme quantidade de ouro e diamantes vindo do Brasil e mandou construir o célebre Convento em Mafra como resultado de uma promessa que fez para garantir a existência de um herdeiro.O QUE NÃO FOI O CASO DO NOSO COLÉGIO...


Saramago retrata na obra,a personalidade do rei D. João V e também a de um operário que participou na  construção do Convento, de seu nome, Baltasar, e do seu grande amor por Blimunda, mulher dotada do estranho poder de ver o interior dos homens. Também o padre Bartolomeu de Gusmão (a quem se deve a invenção da passarola) é personagem deste livro.

Aproveitando o titulo e sem querer comparar o COLÉGIO com o Convento de Mafra, a história do nosso Colégio seria interessante e certamente um êxito literário (ilustrado com fotografias da época).


Com os contributos de quem quisesse seria bom que pudéssemos escrever o nosso relato do que foram os 50 anos que agora se completam.Através de pequenas histórias e testemunhos.Atraves das nossas memórias.


TEMAS posíveis:

PORQUE NASCEU O COLÉGIO NAQUELE TEMPO

A IDEIA e OS RESULTADOS

AS OBRAS (fazer tijolos por exemplo)

OS ALUNOS(por Gerações)

OS PROFESSORES(por Gerações)

AS AULAS(por temas)

AS DONAS E AS MENINAS (Por exemplo A D.FERNANDA, A D.MARIA PALHAS  a D:MARIA JOSÉ entre outras, versus a MENINA ANTÓNIA, a MENINA VITÓRIA -Porque seria que umas eram DONAS e as outras MENINAS?)

O ORFEÃO, Os CARNAVAIS, os TEATROS

AS AULAS DE GINÁSTICA e as FUTEBOLADAS

OS NAMOROS DE ESCADA

Os MAGUSTOS EM PEDROSO

Os EXAMES em PORTALEGRE

A CARRINHA e O REFEITÓRIO


etc.etc

TEMAS do MEMORIAL DO CONVENTO que poderão servir de inspiração aos contributos :

(A ÉPOCA-Sociedade em que só os Ricos estudavam por comparação com o tempo do Colégio-Naturalmente que o Padre Zé não deve ser comparado ao D. João V).

D. João V: proclamado rei a 1 de Janeiro de 1707, casou, no ano seguinte, com a princesa Maria Ana de Aústria e vive um dos mais longos reinados da nossa história. Surge na obra só pela sua promessa de erguer um convento se tivesse um filho varão do seu casamento. O casal real cumpre, no início da obra, com artificialismo, os rituais de acasalamento.

O autor Saramago  escreverá o memorial para resgatar o papel dos oprimidos que o construíram. .(OS QUE ESTUDARAM E NÃO o TERIAM FEITO SEM O COLÉGIO)

Rei e rainha são representantes do poder, da ordem e da repressão absolutista.(A ERA QUE SE VIVIA EM PORTUGAL)


Baltasar e Blimunda: são o casal que, simbolicamente, guardará os segredos dos infelizes (OS ESTUDANTES).

A plenitude do amor é sentida no momento em que se amam e a procriação não é sonho que os atormente como sucede com os reis.(PODERÍAMOS PENSAR EM TODOS OS QUE VIVERAM NA CASINHA DA GUARDA , OS PROFESSORES E OS CONTINUOS)


Blimunda: com poderes que a tornavam conhecedora dos outros nos seus bens e nos seus males, recusando-se, no entanto, a olhar Baltasar por dentro.


Vai ser ela quem, com Baltasar, guardará a passarola quando o padre Bartolomeu vai para Espanha onde, afinal, acabará por morrer. Ela e Baltasar sentir-se-ão obrigados a guardá-la como sua, quando, após uma aventura voadora, conseguira aterrar na serra do Barregudo, não longe de Monte Junto, perdido o rasto do padre que desaparecera como fumo. Quando voltaram a Mafra, dois dias depois, todos achavam que tinha voado sobre as obras da basílica o Espírito Santo e fizeram uma procissão de agradecimento. Começaram a voltar ao local onde a passarola dormia para cuidar dela, remendá-la, compô-la e limpá-la.


Um dia Baltasar foi verificar os efeitos do tempo na passarola mas Blimunda não o acompanhou e ele não voltou. Procurou-o durante 9 anos, infeliz de saudade, na sua sétima passagem por Lisboa encontrou-o entre os supliciados da Inquisição, a arder numa das fogueiras, disse-lhe "Vem" e a vontade dele não subiu para as estrelas pois pertencia à terra e a Blimunda.ESTE CASAL NO FUNDO PODE SIMBOLIZAR A NOSSA Menina ANTÓNIA que por sinal nunca casou...)

Povo: todos os anónimos que construíram a História são representados através daqueles a quem o autor dá nome: Alcino, Brás, Nicanor, etc.(OS ALUNOS E AS SUAS FAMILIAS)


Padre Bartolomeu de Gusmão (PODERIA SER O PADRE JOSÉ MARIA)): tem por alcunha O Voador, gosto pelas viagens, estrangeirado, a ciência era, para ele, a preocupação verdadeiramente nobre.

O rei mostra-se muito empenhado no progresso do seu invento. A populaça troça dele, Baltasar e Blimunda serão ouvintes atentos das suas histórias e sermões. A amizade destes dois seres, simples, enigmáticos, mas verdadeiros protagonistas do Memorial, é tão valiosa para o padre como necessária à representatividade da obra como símbolo de solidariedade e beleza em dicotomia com egoísmo e poder.


Baltasar, Blimunda e o padre Bartolomeu Lourenço formam um trio que vai pôr em prática o sonho de voar. Assim, o trabalho físico e artesanal, de Baltasar, liga-se à capacidade mágica de Blimunda e aos conhecimentos científicos do padre. Todos partilham do entusiasmo na construção da passarola, aos quais se junta um quarto elemento, o músico Domenico Scarlatti (ESTE PODE SER A IMAGEM DO SENHOR LIMA que TOCAVA GUITARRA e VEIO DE CASTELO BRANCO)), que passa a tocar enquanto os outros trabalham.


O saber artístico junta-se aos outros saberes e todos corporizam o sonho de voar.

Scarlatti: veio como professor do irmão de D. João V, o infante D. António, passando depois a ser professor da infanta D. Maria Bárbara. Exerceu as funções de mestre-de-capela e professor da casa real de 1720 a 1729, tendo escrito inúmeras peças musicais durante esse tempo.

No contexto do romance, para além do seu contributo na construção da passarola é determinante na cura da doença de Blimunda; durante uma semana tocou cravo para ela, até ela ter forças para se levantar.

E o resto cada um que leu o livro pode dar o toque.



Contributo de Francisco Roxo



Quem estiver interessado em aderir a esta iniciativa (entre aqui)